segunda-feira, 7 de maio de 2012

Resumo dos capítulos 1 e 2 do livro



Capítulo 1 – as Infâncias de Tristão
            Há muito tempo, Marc, rei das Cornualhas, estava em guerra contra seus inimigos.  Ao saber disso, Rivalém, rei de Loonnois, cruzou o mar para ajudá-lo. Serviu tão bem que, como recompensa, Marc deu-lhe a Mão de sua irmã, Blanchefleur, a qual Rivalém amava com um amor maravilhoso.
            Quando se casaram, chegou a noticia de que um duque arruinara seu reinado de Loonnois. Sendo assim, Rivalém logo partiu para a luta, levando sua mulher que, a essa altura, já estava grávida.
            Acontece que o rei acabou morrendo em luta e deixando Blanchefleur sozinha com o filho para criar. Não aguentando a dor, a mulher apenas esperou a criança nascer, batizou-o de Tristão, pois havia nascido em uma situação triste, e morreu com a criança no colo, sem fazer nenhum som. Rohalt, o ex-servo da família, assumiu o recém-nascido como seu próprio filho e o criou, ensinando as artes da caça, da harpa e tudo o mais que um nobre deveria saber. O menino cresceu e ganhou braços fortes, ombros largos e um corpo admirável.
            Eis que, quando Tristão ainda vivia sua juventude, mercadores o sequestraram e navegaram com ele como prisioneiro por oito dias e oito noites com mares agitados. Como as águas não se acalmavam, os marinheiros acharam que o ocorrido seria uma punição de Deus por terem raptado o jovem. Decidiram então o soltar e, assim que isso aconteceu, o mar se acalmou e o céu se abril.
             As águas levaram Tristão para uma praia do reino das Cornualhas. Lá ele encontrou caçadores. Ajudou-os a cortar a carne e separar as partes boas das ruins. Admirados com a habilidade do menino, os caçadores o levaram para o castelo do rei, que, após ouvi-lo tocando sua harpa, aceitou-o como cavaleiro e prometeu que, se assim fosse sua vontade, o mandariam levar para a sua terra natal.
            Tristão ficou no reino de Marc durante três anos até que, certa vez, pelo acaso, Rohalt o reencontrou e contou ao rei das Cornualhas e ao próprio “filho”, sobre seu nascimento e seus pais.
            O Cavaleiro, ao saber da morte de seu pai, cruzou os mares em direção a Loonnois, matou o assassino de Rivalém e reconquistou seu reinado. Pensando que Marc sentiria sua falta, Tristão, então, deu suas terras recém-conquistadas a Rohalt e voltou ao reino das Cornualhas para servir como cavaleiro a seu rei.



Capítulo 2 – O Morholt da Irlanda
            Após reconquistar Loonnois e entrega-lo a Rohalt, Tristão volta para a terra de Marc. Lá, encontra irlandeses que, por um tratado poderiam arrecadar, no primeiro ano, trezentas libras de cobre, no segundo ano, trezentas libras de prata e, no terceiro ano, trezentas libras de ouro. Como as Cornualhas, ha muitos anos, já não pagavam as taxas, os irlandeses resolveram levar trezentos moços e trezentas moças com a idade de quinze anos. Para recolher os jovens, os foi enviado um cavaleiro gigante chamado Morholt.
            Morholt pergunta aos barões se estes queriam provar, por combate, que o rei irlandês não tinha o direito de cobrar tal taxa. Nenhum concordava, porém, com medo de perder a batalha para o gigante, nenhum se dispõe a lutar.
            Na terceira vez que o combate lhes é proposto, Tristão se oferece para a batalha. Ele e o cavaleiro irlandês vão para uma ilha para travar o combate. Durante a luta, o representante da cornualha é ferido pela a espada envenenada de Morholt, porém, ao fim, o mata e, acidentalmente, quebra uma parte de sua espada, que fica encravada no crânio do falecido.
            Envenenado da luta, Tristão volta para o reino do rei Marc. Enfraquecido pelo veneno e com suas feridas exalando um terrível odor, ele é deixado em uma pequena cabana na praia, onde é cuidado pelo rei, por Gorvenal e por Dinas de Lidan. Prevendo a morte, o cavaleiro pede para ser posto em uma barca e lançado ao mar.
            Sete dias depois, Tristão é encontrado por pescadores e é levado para o castelo, onde Isolda, a loira, curandeira, filha do rei e sobrinha de Morholt (que desejava a morte a quem matou seu tio), sem reconhecer o homem envenenado, cuida deste, até que ele fique bom.
            Após quarenta dias sendo cuidado por Isolda, percebendo que seus traços naturais estavam voltando, Tristão resolve fugir para as cornualhas e, após passar por vários perigos, um dia reaparece diante do rei Marc.